Devo usar ou não influencers na minha estratégia de marca?

Você provavelmente já parou pra pensar, se tem uma marca, um infoproduto… ou até já parou pra pensar em marcas de outras pessoas, que poderia usar um influenciador x, y ou z pra fortalecer o seu branding.

É sobre isso que vamos falar hoje.

Marcas podem usar influenciadores pra reforçar o seu posicionamento, pra ganhar mais alcance?

Sem dúvidas. E devem usar.

Eu sou a favor de que toda a marca deve ter, ou tentar ter, um influenciador fixo ou pra ações sazonais pra ter seus picos de audiência. Isso pode ser sempre muito interessante.

O grande ponto é que é preciso primeiro dominar o seu posicionamento. Você precisa saber quem você é. Por quê?

Porque a pessoa que você escolher vai representar a sua marca.

Então, é como ter uma marca vegana, um infoproduto pra veganos, por exemplo, e chamar alguém pra fazer uma propaganda do seu produto que come carne. Deu ruim, né? Ou que come carne, mas você não sabia. Tem um caso bem icônico de uma influenciadora vegana que foi pega comendo peixe em um determinado lugar. Não sei se a história é real ou se é fake. E não importa. Mas, percebe como isso gera uma ranhura na percepção da marca. Por quê?

Porque isso é um problema. E aquela pessoa está respondendo pela sua marca.

Então, mais importante do que decidir usar ou não um influenciador — e aqui a minha opinião sobre isso não é importante — é saber como avaliar um influenciador.

E como avaliar um influenciador?

Não é pelo número de seguidores, pelo engajamento, pela pauta política que ele segue, mas sim, uma questão de valores. Qual é o posicionamento da sua marca? Você tem uma visão de mundo muito específica sua?

Esse influenciador que você está considerando contratar, a visão dele, as ações, o que ele faz, o que ele mostra ser e até um pouco daquilo que quase não aparece, casam com essa visão de mundo? Casam com a visão de mundo da sua marca? Com os teus valores? Com as tuas crenças?

Caso contrário, você terá muito mais problemas do que soluções.

E esse é o grande ponto.

Trabalhar com um influenciador pode ser muito bom.

Pode dar muitos resultados bacanas. Principalmente quando falamos de awareness, que é o reconhecimento de marca, mais pessoas ficarão sabendo que a sua marca existe.

O influenciador tem muito esse poder.

E muita gente se engana nesse sentido, achando que o poder maior do influenciador é fazer as pessoas comprarem. Mas, na verdade não. O influenciador com um milhão de seguidores vai convencer talvez 1%, 2% e se chutarmos muito alto 10% do publico dele a conhecer a sua marca. E desse percentual, 1, 2 ou 10%, se for muito bom, é que vai comprar. Então, você terá uma taxa de conversão razoavelmente pequena, mas o teu awareness, ou seja, o número de pessoas que sabe que a sua marca existe, e que sabe que a sua marca compartilha valores com aquele influenciador, vai aumentar consideravelmente e aí sim de acordo com o número de seguidores que ele tem, com o engajamento que ele tem. Mas nada disso vai fazer sentido se o público dessa pessoa não for um público que casa com os teus valores.

E aí entra um ponto importante, o público dessa pessoa só vai casar com os teus valores se essa pessoa tiver valores que casam com os seus. Caso contrário, você está apenas jogando dinheiro fora. Vai conseguir muitos seguidores, mas não vai conseguir gente que vai engajar com a sua marca e comprar de você. E esse é o grande ponto.

Então quais são os principais benefícios de você trabalhar com um influenciador quando você faz uma boa escolha?

Você tem mais awareness, provavelmente tem mais recognition, quando as pessoas virem a sua marca vão reconhecer, porque já viram em algum lugar, sabem dos seus valores. E você terá um pequeno benefício, de curtíssimo prazo, de conversão. Vai vender um pouco mais. E vai reforçar, pra aquele público, e pro seu público, que os teus valores casam com daquela pessoa. E sendo feita uma boa escolha, você estará reforçando os seus valores, que é o porque daquelas pessoas já te seguirem.

Então você tirará um pouco do valor daquilo que entrega e agregará valor aquilo que você é. E as pessoas não compram pelo que você entrega, elas compram pelo que você é. Porque isso é a entrega intangível.

E é aí que estão os desafios. Eu colocaria como maior desafio ao trabalhar com influenciadores, fazer uma boa escolha. Escolher um bom influenciador, que faça sentido pra tua marca, que case com as suas crenças, seus valores, com tudo o que a sua marca representa. Que não vai representar uma ranhura na sua percepção de marca pra trazer ele pra dentro do teu negócio. Porque sim, ele passará a fazer parte do seu negócio. E mesmo daqui 5, 6 anos quando ele fizer uma besteira, caso ele faça, a tua marca vai ser lembrada. Vão falar “olha, ele era patrocinado por tal marca”, isso vai acontecer, já vimos N casos disso, principalmente no esporte onde as marcas patrocinam mais abertamente alguns atletas. Quando o atleta faz merda acaba atingindo a marca.

O segundo grande desafio é justamente o desafio do longo prazo. É você acompanhar esse influenciador. Ver o que ele está fazendo todo dia, mesmo depois que o contrato acabe. Acompanhar essa pessoa e ter a percepção de que quando os valores dele já não casarem mais com os seus fazer um anúncio, “Olha, pra deixar claro, esse influenciador, por quem temos muito respeito, com quem compartilhamos de valores em um determinado momento, a partir de agora, não compactuamos com as atitudes que ele toma”

E aí você consegue fechar esse negócio.

O influenciador é sempre um risco.

Só que o risco é proporcional ao ganho que você pode trazer dele. Não tenho uma resposta garantida pra você. Pese os riscos e os benefícios e entenda se pra sua marca aquilo faz sentido nesse momento.

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Daltro Coutinho

Daltro Coutinho

Sou um investigador. Meu trabalho é encontrar caminhos para que marcas e pessoas se diferenciem e alcancem lugares de destaque em mercados cada vez mais competitivos e populados. Afinal, ninguém se destaca sendo exatamente como os outros.