Afinal de contas, o que raios é naming?

Tem muita gente na internet falando sobre isso, é verdade, mas será que eles estão te contando, de verdade, o que realmente importa?

Se você chegou até aqui, é porque está pensando em criar uma marca, produto, serviço ou aplicativo, e precisa de um nome para ele.

Bem, você pode ser também um estudante, curioso sobre o tema. E acho que esse texto aqui também pode te ajudar.

Ah… Sua situação também pode estar mais complicada, e talvez você esteja precisando trocar o nome da sua marca, seja por conta de um processo iminente ou por já ter perdido o direito sobre o nome que usava.

Essa situação é bem mais chata, e mais comum, também.

Enfim, seja qual for o seu objetivo ao ler esse texto. Eu acredito que ele poderá te ajudar um pouco, principalmente se você ainda entende pouco ou quase nada sobre o tema. Se já é mais “letrado”, talvez um de nossos outros textos pareçam mais interessantes.

Enfim… Vamos começar?

De forma objetiva, naming – e essa frase vai parecer estranha – é o nome do processo que usamos para dar nomes a empresas, produtos e/ou serviços.

O termo naming vem do inglês e significa, literalmente, “nomear”. A disciplina, no entanto, ainda é bastante nova no país e existem poucos escritórios focados 100% nessa atividade.

Os que eu conheço são a Forasteiro e a Batiza.

Podemos entender o naming como um processo que faz parte do branding e, na minha visão, ele de fato deve ser pensado durante a etapa de posicionamento da marca.

No entanto, como são poucas as microempresas que têm verba para investir em um projeto de branding, entendemos que é necessário buscar, no processo de naming, algo que já tenha uma conexão com o processo de posicionamento que virá no futuro.

Assim, você evita que a marca tenha que mudar de nome no futuro.

Como funciona o processo de naming?

É difícil responder, mas eu prometo tentar.

A verdade é que cada escritório tem o seu processo e, na minha visão, todos são bem interessantes e podem trazer para o cliente ótimos nomes como resultado.

Trabalho com um método bastante organizado, que nos permite dar asas à nossa criatividade, sem perder o foco naquilo que precisa ser feito.

Acredito, inclusive, que essa organização é fundamental para o processo. Afinal, a criatividade dificilmente enxerga fronteiras, e um processo 100% criativo poderia acabar indo por caminhos que não atendesse às expectativas das marcas que nomeamos.

Resumindo: não existe um único processo de naming. Cada profissional tem um caminho que considera o ideal, e isso não quer dizer que exista algum melhor ou pior. São apenas diferentes.

O que um profissional de naming precisa saber?

Essa é outra área nebulosa, mas vamos tentar falar mais profundamente sobre isso.

Muitas pessoas acreditam que um profissional de naming precisa ser praticamente um especialista em línguas. Que precisa entender de mitologia, de história, de sociologia etc. Tudo isso para desenvolver um nome que tenha um significado interessante e válido.

Na minha visão, o que um bom “namer” precisa saber é:

1.      Língua portuguesa

Afinal, não dá para pensar em nomes sem entender de fato a sua língua materna. Entender como ela funciona, seus prefixos, sufixos, radicais, como fazer aliterações etc. Esse é um conhecimento que eu considero fundamental para qualquer namer. Afinal, estamos no Brasil.

2.      Registro de marcas

Sim, um bom namer precisa entender de registro de marcas. E não, não será ele o responsável por fazer esse registro. O motivo pelo qual um bom profissional precisa entender sobre o processo de registro, é para que ele possa entender, durante o processo, quais nomes podem ou não ser registrados, e eliminá-los logo que perceber essa característica. Isso minimiza o risco de erros, além de otimizar todo o tempo dos envolvidos no processo.

3.      Branding

Um namer não precisa ser especialista em branding, mas ele precisa entender que o nome é um ponto de contato importante dentro de uma estratégia de marca. Por isso, entender de branding é fundamental, caso contrário, seu nome não trabalhará por você e, inclusive, talvez você tenha que mudá-lo na hora de desenvolver uma estratégia mais ampla.

Com esses três pontos, o profissional está apto a pensar naming de uma forma completa. E poderá, a partir daí, ser capaz de te entregar um nome interessante, viável, e que seja compatível com sua estratégia.

Bem… Com esse texto, acho que já deu para você, que chegou até aqui, entender um pouco mais sobre o que é naming, e como ele pode ser relevante no longo prazo para sua empresa, produto ou serviço.

E aí, gostou do que leu? Eu espero que sim! E se não tiver gostado, fica à vontade para mandar uma crítica ou sugestão no campo abaixo. Estou sempre aberto – embora o ego vá doer um pouco – a melhorar o máximo possível!

Um abraço, e até a próxima!

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