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Branding ético: estamos passando do limite, ou só traçando uma linha?

branding ético? tá de brincadeira né?
Digital branding, personal branding, branding, branding… Você deve estar ficando de saco cheio de tanto nome novo né? Mas e aí, isso tem sentido ou é só papo de agência para vender mais? Leia o texto aí em baixo, e tire a sua conclusão.

Feliz ou infelizmente, isso não é brincadeira. E não, eu não inventei o termo que escolhi para explicar hoje.

Na verdade, o “ethical branding” já nasceu há algum tempo e, como está crescendo, não dá mais para ignorar.

E ele é bem legal, pra falar a verdade.

Só não precisava ter um nome específico, sabe? Assim pareceria mais sincero, e não só mais um “produto” para as agencias venderem em seus intermináveis pacotes.

Enfim, vamos ao que realmente interessa, sim?

Para começar, eu preciso dizer: eu realmente adoro o capitalismo. E justamente por gostar dele, eu tento entender onde o negócio fica bom e, evidentemente, onde fica ruim.

E nesse sentido, precisamos ser honestos. Não é fácil colocar as palavras “ético” e “sustentável” na mesma frase que a palavra capitalismo.

Principalmente se estivermos falando sobre o comportamento do comprador.

Afinal, nós adoramos comprar. Nós compramos coisas das quais não precisamos e, principalmente, não nos importamos se essas coisas fazem ou farão algum tipo de mal.

Há quanto tempo você assiste, consciente, às marcas de fast-food vendendo literalmente veneno para seus consumidores? Aliás, você provavelmente até come essas porcarias.

Sejamos sinceros, nós não nos importamos.

Do mesmo jeito, vemos empresas de cosméticos testando em animais e despejando lixo tóxico nos rios. Isso para não falar de outros absurdos que rolam por aí.

E com a poder que o branding tem, essas marcas continuam crescendo.

E estudando isso, alguns especialistas (não sei ao certo de onde) começaram a se perguntar:

Será que as marcas não são ruins para a sociedade?

Bom… Se você quer saber a minha opinião, eu diria que depende.

E eu não estou falando que depende da marca, antes que você comece a me olhar torto e fazer seus julgamentos.

Depende de quem compra seus produtos. Afinal, não existe motivação maior para a mudança de postura de uma marca, do que um boicote, e uma queda considerável nas vendas.

É assim que o consumidor vira o jogo, no capitalismo!

Porque a grande verdade é que existe uma porrada de marcas em cada segmento do mercado. E, entre elas, certamente tem marcas que são mais “éticas” e marcas que são menos.

Na hora em que o consumidor decidir escolher as marcas mais éticas, a tendencia é que as outras: 1. Se adaptem à nova realidade; 2. Sumam do mapa.

Não tem alternativa.

Adapte-se, ou morra.

Agora, você deve estar se perguntando: “porque raios o Daltro decidiu falar disso?”. E para ser sincero, enquanto estou escrevendo esse texto, eu também me fiz essa pergunta.

A verdade é bem simples, eu não quero que você fique para trás em algo que, na minha opinião, se tornará rapidamente uma tendência de mercado.

E como eu sempre digo, quem faz isso primeiro, tem um diferencial.

Por isso, a partir daqui eu vou falar rapidinho sobre alguns pontos importantes para ser uma marca ética de verdade. Como sempre, eu vou falar sobre a essência, a comunicação desses valores é papo para outro momento.

Vamos começar pensando no conceito de branding ético

Não sou muito apegado a esse tipo de análise, por isso vou fazer isso bem rápido, ok? Se não gostar da objetividade, vou indicar uma matéria FODA no fim do texto, e você pode ler mais lá.

Puxando a sabedoria popular, podemos dizer que ética é, principalmente, relacionada à moral, princípios e à intenção de não fazer mal a nada ou a ninguém.

O conceito de branding, como eu já falei nesse texto aqui, é a ideia que um cliente tem de uma determinada marca. Naturalmente, essa ideia é influenciada pelos valores e ações comunicados e mantidos por essa marca.

Já ficou chato, eu sei. Mas tá acabando.

Então, o que seria o branding ético, conceitualmente? É trabalhar a marca com uma moral e princípios que tenham como foco não causar mal a nada (meio ambiente) nem a ninguém (animais e humanos).

E comunicar tudo isso do jeito mais clara possível, é lógico.

Mas você lembra né? Tudo no branding precisa ser sincero, senão não adianta nada

E é aí que fica a ferida a ser cutucada.

Porque é claro que é muito bonito sair falando que sua empresa se importa com o meio ambiente, com os animais… Enfim, tudo isso é um discurso muito banaca.

Mas de que vai adiantar se entre seus clientes, por exemplo, estiver uma petrolífera? Ou uma marca de cosméticos que testa em animais, como uma cacetada ainda faz?

Aí o tiro vai sair pela culatra.

Afinal, além de sair como mentirosa, sua empresa ainda sairá como oportunista.

E (eu já disse isso, mas lá vai) ninguém quer comprar de um oportunista.

Resumindo isso tudo, uma marca ética deve representar uma empresa que tem produtos, serviços e/ou atividades que: 1. Sejam moralmente corretas; 2. Não agridam pessoas, animais ou o meio ambiente; e 3. Contribua para o bem público de maneira responsável, positiva e sustentável.

Conseguiu pensar em alguma marca nacional que faz isso? E seus concorrentes, atuam dessa maneira?

Se a resposta para a segunda pergunta for não, algo me diz que você tem trabalho a fazer. Isso se acreditar em todos esses valores, é claro.

E sobre a pergunta do título, o que você acha? Passamos do limite, ou estamos traçando uma linha fundamental para a sobrevivência da espécie?

Eu, pessoalmente, acredito na segunda opção.

Mas a sua opinião é sua, e eu estou realmente curioso para saber sobre ela. Que tal aproveitarmos para discutir sobre isso?

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