Fale o que quiser, a verdade é uma só: branding é clareza

É isso aí. Vamos esquecer tudo o que falamos sobre estratégia por alguns minutos e, enfim, entender do que branding realmente trata: entendimento.

Sempre que alguém me pergunta o que eu faço da vida, eu me pego refletindo sobre a melhor forma de explicar um pouco sobre o meu trabalho. E mais do que explicar efetivamente o que eu faço, minha maior dificuldade tem sido deixar claro o que é branding dentro de um contexto empresarial.

Ontem, enquanto explicava isso para um prospecto, uma nova definição surgiu durante a explicação e, honestamente, acho que eu não poderia ter sido mais feliz.

Branding é clareza.

Não importa o tipo de marca que estamos lidando, de grandes corporações a marcas pessoais, esse é um conceito imutável. E nesse texto, eu vou explicar, em três pontos, porque essa é uma verdade tão forte.

Mas antes, um aviso: só leia isso se realmente você acha que vale a pena, porque talvez não seja tão simples quanto parece.

Ponto 1: Começamos pelo autoconhecimento

A primeira etapa em qualquer processo de branding é o aprendizado. Nesta etapa, o foco é conhecer como a marca é percebida pelo mundo e por si mesma.

Em uma empresa que tenha funcionários, aplicamos dinâmicas com esses funcionários, perguntamos que características eles percebem na marca, e basicamente todas as suas percepções.

No caso de uma marca pessoal, um consultor de branding praticamente se torna o terapeuta de seu contratante. Buscando entendê-lo profundamente para que possa exprimir isso em comunicação.

E o que seria isso tudo, senão uma busca profunda pelo famoso “conhece-te a ti mesmo”?

Como eu disse no título: esta é a etapa do autoconhecimento.

Ponto 2: Posicionamento é uma escolha

Depois de conhecer a si mesmo, vem a etapa de entender quais podem ser os diferenciais. Nesta etapa, olhamos para o mercado, analisamos tudo que a concorrência comunica, e procuramos nos diferenciar deles.

Mas não é aqui que está o verdadeiro ouro desse processo, é no passo seguinte: a escolha.

Depois de analisar uma marca internamente, e analisar com calma seu mercado, sempre chegamos à várias formas de essa marca se diferenciar da sua concorrência. Podem ser três, seis, nove… Enfim, isso não importa.

A questão é: nesta etapa, precisamos escolher qual será o nosso caminho.

Escolher um caminho envolve diversos questionamentos, inseguranças, desconfortos, e uma série de outras questões. Por isso, nesta etapa, começamos a entender o quão clara a estratégia precisa estar na mente de quem toma a decisão.

E não vou mentir: geralmente essa compreensão vai se solidificando durante o projeto.

Isso não tem problema, de verdade. Aliás, é exatamente durante esse processo que as pessoas começam a ter clareza sobre a sua marca.

E então, chegamos ao último ponto.

Ponto 3: Gerir uma marca exige consistência

Criar uma marca forte não é trabalho de uma semana, mês ou ano. É trabalho de anos, seguindo uma série de diretrizes para que se chegue exatamente onde se definiu lá no começo.
Ou seja: é fazer tudo o que for necessário para alcançar um objetivo definido.

E como manter essa consistência, se você não sabe exatamente onde quer chegar, e como fazer isso? É impossível.

E onde essa clareza é desenvolvida?

Justamente no processo de diagnóstico, definição e escolha do posicionamento.

Por isso, a partir de hoje, sempre que alguém me perguntar o que eu faço e, principalmente, o que é branding, eu vou responder sem nenhuma dúvida: branding é clareza.

É desenvolver a clareza estratégica da sua marca no longo prazo, e dar ferramentas para que se alcance exatamente aquilo o que planejou.

Até parece mais simples, não é?

Enfim. Espero que esse texto tenha te ajudado de alguma forma e, se alguma dúvida surgir, não hesite em entrar em mandar um sinal de fumaça, que eu vou responder sempre que possível.

Grande abraço!

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